Step By Step, Till The End

(decay, by mysticalpotatohead, deviantart.com)



Tão cruéis, essas facas que tendes, essas que me matam lentamente sem que eu sinta, sequer, a picada.

Já não sei defender-me. Não quando me destruístes todos os escudos que restavam. Fostes vós, que provavelmente nem me ledes, os culpados de quase tudo. E eu definho. Limito-me a definhar nesta miserável terra de ninguém. Mais não faço que deixar correr o sangue, de punhos bem fechados e dentes bem cerrados. Podeis chamar covarde ao homem que se deixa derrotar? Mesmo que o inimigo seja invisível?

E às pequenas coisas que vão atenuando, ou adiando o inevitável, perco-lhes o rasto mais depressa que um faminto devora um naco de pão.

A vontade é conhecida há demasiado tempo… Tem faltado a coragem, somente a coragem.

Não vejais isto como um pedido de auxílio… É apenas mais um desabafo, do homem que já nem para gritar tem forças… Do ser humano que perdeu, definitivamente, a noção do que é sê-lo, na maioria dos mais elementares sentidos que possais atribuir à expressão…


Oh, spread your wings, there is more than this darkness... Open your eyes, the horizon has no end. You can see forever, you can know all time, you can live forever...

2 comentários:

Luccy Pher disse...

Não, não és cobarde, nem fraco, nem algo que se pareça.

Foi a pessoa a quem chamas de cobarde que me deu força quando eu não tinha.
Foste tu que me mantiveste viva quando eu nem via que me estava a deixar morrer.

Como disseste... Sou uma sobrevivente... E eu acrescento: Somos sobreviventes.

Lembraste de sentir a minha mão na tua, ontem?
Ela é real e vai estar na tua sempre que precisares.

Keep living.
Stay alive.

Beatriz disse...

Assim em jeito de retribuição do comentário...
Não creio que sejas covarde, alias, não creio que existam muitos. Acredito sim que por vezes faltem as forças para continuar a lutar. A cobardia é inutil!

Quando sentires essas picadas, talvez consigas travar o que te mata. Quando o conseguires, avisa-me, quero fazer o mesmo. Não te deixes morrer.

Adoro o teu blog. Como me vejo nas tuas palavras...

Beijinho *