Até Sempre

(Imagem: Link)



Pensamentos voláteis que vagueiam pelo ar, réstias de esperanças que o vento levou para bem longe daqui, há tempo suficiente para te provar não serem já exequíveis, ainda que a esperança, ah a esperança...

Fictícias, as mensagens, que julgavas implícitas nas entrelinhas de pensamentos alheios. Atormentavam-te a alma mais do que o corpo, dormente, pesado e amorfo, por hora mais inútil que o bater de um coração fundado apenas nas ondas de um qualquer mar, disperso e selvagem como a imaginação, quiçá a última fronteira entre o mundo e a (tua) loucura...

Sopra-lhes para os olhos, as toneladas de preocupações que carregas nas mãos, se afinal tu não as inventaste, porque hás-de carregá-las como se o peso do mundo fosse responsabilidade tua?

Fecha a janela do teu quarto frio e bolorento, e vai.

Parte em direcção ao mundo, limpa o suor de todos os passados, esvazia os armários das preocupações e não te esqueças, jamais, da dívida que tens para com os únicos que sempre tiveste: serão eles que abrirão de novo a porta que agora encerras, caso um dia resolvas voltar, e serão eles que fecharão o tampo de madeira sobre o teu cadáver, quando deste mundo mais não puderes espremer senão a lama dos caminhos desconhecidos que ousas agora trilhar.

Boa sorte...

Their Innuendo

(Imagem: Link)



Abster-me de respirar,
na proporção de um suspiro
calmamente instalado
no quietude de um caos
só por mim suportado.

Vai: não são lágrimas,
o que por mim não choras:
São pétalas de rosas,
incandescentes, nos olhares
incrédulos, de todos os mares...

De todos os nomes, as chamas
consumirão apenas as poses
dos que um dia por Ele clamaram
e mais não obteram, senão
o silêncio profano de mil vozes.

E à redenção dos fracos às mãos
inquisidoras dos que quiseram
ser donos e senhores de mim:
eis então que conseguistes
matar-me, por fim...


Life Passion?

(Imagem: Link)


Não sei, já, o que fazer.

Se me entregue à inevitabilidade da decomposição dos sonhos, antes sequer da sua materialização, ou se pelo contrário, continue a suportar as minhas próprias esperanças, numa utópica ilusão cujas probabilidades de concretização são diminutas, ainda que eu não saiba, claro, o que me espera no dia de amanhã... Tu sabes?

Diz-me sinceramente, o que hei-de fazer?

A minha vida é simples. Divide-se basicamente, em dois momentos cruciais do dia, que podem ser comparados aos tradicionais jogos de azar.

Se tiver sorte, a panóplia de pensamentos obscuros que me invadem quando acordo, serão canalizadas pelo meu próprio cérebro, para um esgoto imaginário onde residem os seus semelhantes... Até que em algum momento do dia (ou da noite) (e aqui entra precisamente o lado oposto da moeda, o tal azar), algo ou alguém resolva despertá-los, todos ao mesmo tempo, e nesse caso, a capacidade do autoclismo mental em se ver livre deles é diminuta: toda a gente sabe que uma sanita entupida só lá vai com químicos, e isso, meus amigos... É coisa a que jamais irei permitir-me.

E depois à noite, bem... Da noite haveria tanto a dizer, que não há dedos capazes de resistir à quantidade de vezes que seria necessário premir estas teclas, sem que ficassem demasiado desgastados para voltarem a ser úteis, em qualquer circunstância.

Deixemos isso para depois... Por hora quero apenas paz. Paz, paz, e... Tu.

Back To The Primitive




Parece que ouvi ontem isto pela primeira vez, e já lá vão quase 10 anos.
Uma malha poderosa e cheia de mensagens políticas, sociais e religiosas, como de resto é apanágio de qualquer músico, banda ou personalidade brasileira que se preze. Por algum motivo, aquele povo adora este tipo de atitudes... Grá'çá Deus, né?
Back to the primitive, do tempo em que o Max Cavalera era um músico a sério, e os Soulfly gozaram da fama que ele teve anteriormente com os Sepultura. Depois disto... Quase nada. Enjoy...