Last Piece of... Air

(Imagem: Link)


Viaja por aí fora, invisível para quase todos, a morte.

Numa qualquer composição de um qualquer comboio, num lugar qualquer.

Num piscar de olhos, ataque cardíaco. Deixa mulher e duas filhas, coitadas. O que será delas, doravante?

A morte, não quer saber.

É um bicho traiçoeiro, e se há coisa que não tem, é coração.

Ou piedade.

Estava na varanda de um quinto andar, escorregou e puff.

Era solteiro, desempregado, ninguém se irá importar, decerto...

Muito menos a morte.

Essa que viaja por aí, numa qualquer composição de um qualquer comboio, de um lugar qualquer...

Ignore-mo-la, também.

Pouco mais podemos fazer, de que adianta chorar, ou ter pena...

... Se de nós a morte não tem?

4 comentários:

Nana disse...

Cuidado...ela costuma vir de preto e com uma foice, se a vires foge!
Não queremos que ela te apanhe!

Bem que conversa mais macabra...

Belial disse...

A menina naninha nunca ouviu o velho ditado popular, "coisa ruim não tem perigo"?

Ora então portanto, não se preocupe, sim? ;)

Catsone disse...

A morte anda mais atarefada agora desde que o Paulo Macedo é ministro e aumentou as taxas moderadoras...

Maria do Sol disse...

O pior é quando nos morre a alma e ficamos com o corpo a deambular em busca de um cemitério...
Haverá pior morte que essa?