Devaneios, Devaneios


(Imagem: Aqui)


A perfeição dos sons, em contraste com o espírito, turbulento e fugidio. Pensamentos que flutuam pela imensidão do infinito, transmitem ideias de sensações jamais descobertas. A insignificância terrena do homem, reflectida na impossibilidade de atingir os limites dos seus próprios sonhos... A esperança, porventura vã, de que afinal tudo não acabe aquando da chegada do tal fim.

Um dia, os meus olhos mergulharão para sempre na impenetrável e infinita ausência de luz. Não me assusta, tal cenário. No fundo, o pesos da balança estão cada vez mais desequilibrados, por mais que as pessoas não o saibam, ou pior, não queiram saber. A vontade de derrubar paredes com martelos de borracha já foi maior do que é. As forças esgotam-se e tónico algum consegue revigorá-las. Ao contrário do que a publicidade propaga, não há asas. Nem marretas, gruas ou qualquer outra forma de contornar os muros de betão que eu próprio ajudei a erguer, e me impedem para sempre de seguir o meu caminho.

É bem feito.


1 comentário:

Beatriz disse...

Obrigada por ainda leres as minhas parvoíces.

É bem feita também a mim, pois também ergui esses tais muros à minha volta.

Encontra dentro de ti a força para os poder derrubar.

É dificil, bem sei...

Beijo *