Hopping Into Puddles

(the end, by monoblog, deviantart.com)


Uma vida em desnorte. Sem tempo, para sequer saborear na face os três graus centígrados de uma noite distante de tudo. A busca insensata pelos mundanos prazeres, os básicos e os óbvios, ou a desculpa ideal para fugir à corrosão mental que o passar dos anos mal passados provoca. Hoppipolla...

Vai até ao fim do mundo, até ao fim dos tempos, acompanhar-te-ei enquanto vivas. Assim o medo não se apodere de mim como de ti, no que ao quebrar estigmas diz respeito. Valente homem de mil guerras, não temas a mão que julga os outros pelas suas próprias frustrações. Não deixes que essa mão te impeça de ir até ao fundo do poço colher a água da tua redenção, se assim acreditares que ela o seja. Por mais errado que possas estar... Por mais louco que te achem, eu acredito em ti. Eu sei que não o és, mas é segredo. Shhhhh... Ninguém pode saber.

Venham as estradas e os caminhos velhos virtualmente impraticáveis. Desbravá-los-ás porventura, mais vezes que eu. Pois eu já cá não estarei, nesse dia feliz que a tua mente sonhadora vislumbrou, para te apertar a mão, congratulando-te pela vitória que eu sempre soube tua. Lembrar-te-ás então do que te disse, nesse teu dia, nesse dia da tua libertação final.


Hoppípolla, I engum stígvélum, Allur rennvotur (rennblautur), I engum stígvélum...

1 comentário:

António João Mito disse...

"Não há pior que a arte dos que morrem, a não ser o pensamento dos que não existem".

Fernando Pessoa