Sede

(Imagem: Link)

Tenho sede.

Bebida alguma foi capaz de saciar-me, desde que... Tu sabes.

Tenho sede.

E não imaginar possível, à luz cruel destes dias, mãos capazes de albergar tanta água como aquela de que necessito para sobreviver, como que me entorpece os sentidos, e a esperança...

Tenho sede.

É um problema geométrico, percebes?

Culpa da mãe natureza, claro está.

Se ao menos não tivesse dotado o Homem de uma insana apetência pelo amor/tragédia, tudo seria bem mais fácil...

Mas não.

Fê-lo sedento de tudo aquilo não pode atingir, consciente desse facto, e pior ainda, incapaz de perceber os mistérios da vida, quando em desnorte, quando...

Vazia.

Tenho sede...

... E afogar-me-ei nas lágrimas que por mim vertestes, antes sequer de vos aperceberdes que tudo o que eu tinha era


sede.

3 comentários:

Nana disse...

Senhor Campas é só chegar á cozinha, abrir a torneira, por a cabeça de baixo, abrir a boca e beber até mais não!!!!

Passa que é um instantinho!!!

Como sei que o sr Campas não gosta do Natal bom equinócio de inverno!!!!

=P

Cris Morena disse...

Minha mente é como um porto; eu amarro ou desamarro as crenças que escolho para mim...

Que seu 2010 possa ser mil vezes melhor do que foi o ano que passou...

Um abraço carinhoso


Andréia (Alma Triste)

Ane Montarroyos disse...

Belíííííssimo!