A Cegueira/O Fim


Eu sei que errei. Muito, muito… São vinte e três anos, de conturbadíssimas vivências, frustradas experiências e inexactas ciências. Mas… Nunca fiz mal a ninguém, pelo menos não no sentido de prejudicar de tal forma a vivência de outro ser humano, com a finalidade de o reduzir à mais miserável das condições que se possa imaginar. Todo o mal que fiz foi a mim próprio, e só a mim pode ser imputada a responsabilidade por tudo o que não fiz e deveria ter feito, com o decorrer dos anos.

Posto isto, afirmo peremptoriamente: não merecia ter sido humilhado, traído e vulgarizado por uma mulher que, em circunstâncias normais, jamais assim poderia ser catalogada. Julgava eu que não era possível coexistirem, entre os humanos, monstros do calibre daquele que me calhou em sorte, no dia maldito em que decidi aventurar-me à sua (sorte) procura.

Mas estava enganado, uma vez mais… Redondamente enganado. Estava tão longe da verdade, quando me julgava a salvo de tamanha devastação, psicológica e física, de tamanha desilusão em forma de uma mulher que apenas a mim enganou, a mim que me achava tão esperto! Como sou burro… Como sou idiota.

É com enorme consternação que aqui me escrevo assim, mais sincero que nunca. Não é apenas um desabafo, desta vez. Todas as pessoas que me são próximas, mesmo que nunca as tenha visto, na forma de leitores assíduos deste meu espaço, merecem saber que, afinal, o melancólico e depressivo “gravepisser” não passa de um jovem estúpido e ingénuo, que permitiu, uma vez mais, que o ludibriassem, enganassem, manipulassem e magoassem, desta vez, em proporções épicas que deixarão marcas muito fortes, não apenas em mim, mas no miserável ser vivo que assim me arruinou de uma vez por todas.

Apenas a ti é dirigida esta missiva. Torno-a pública, apenas para que todos saibam a verdade, por mais humilhante que isso possa ser, até para mim próprio.

Não passas de uma vulgar ordinária, reles, manipuladora, mentirosa, cínica, prepotente, invejosa, falsa, hipócrita e mesquinha minhoca rastejante, porque nem dignidade tens para seres considerada humana. És, de longe, a pior pessoa que tive a infelicidade de conhecer, e para minha desgraça, só o percebi quando já era tarde demais.

Escrevo isto para que, desta forma, não restam dúvidas quanto à gravidade da situação. E caso seja necessário, para posterior análise numa qualquer instância superior, eis que fica aqui a promessa de não deixar passar incólume o inferno que pelo qual me fizeste passar.

Uma certeza podes ter: arrepender-te-ás amargamente, por tudo. Nem que seja a última coisa que eu faça neste mundo, pagarás cara a conta referente ao processo de destruição lenta de um ser humano que mais não queria senão ser feliz.

Até já.

2 comentários:

susana disse...

se as palavras fossem facas, estas teriam o gume mas afiado de todo o sempre...
sim, passa... tudo passa...
kiss

Utopia disse...

Até a mim me dói, e essas palavras não são para mim.

Há situações dessas, injustas e estúpidas mas às vezes o desprezo é mesmo a melhor forma de vingança.


"Nunca interrompas o teu inimigo enquanto estiver a cometer um erro." - Napoleão Bonaparte.

Beijo, Utopia.

Qqer coisa, não hesites :) *