Sede

(Imagem: Link)

Tenho sede.

Bebida alguma foi capaz de saciar-me, desde que... Tu sabes.

Tenho sede.

E não imaginar possível, à luz cruel destes dias, mãos capazes de albergar tanta água como aquela de que necessito para sobreviver, como que me entorpece os sentidos, e a esperança...

Tenho sede.

É um problema geométrico, percebes?

Culpa da mãe natureza, claro está.

Se ao menos não tivesse dotado o Homem de uma insana apetência pelo amor/tragédia, tudo seria bem mais fácil...

Mas não.

Fê-lo sedento de tudo aquilo não pode atingir, consciente desse facto, e pior ainda, incapaz de perceber os mistérios da vida, quando em desnorte, quando...

Vazia.

Tenho sede...

... E afogar-me-ei nas lágrimas que por mim vertestes, antes sequer de vos aperceberdes que tudo o que eu tinha era


sede.