(Imagem: Link)
Os que acodem à podridão, insectos pestilentos que mãos não temos para sacudir da face, predadores também eles, insignificantes nesta selva minúscula que nos atola e vai sugando, sabe-se lá até onde...
Como podemos sobreviver, se máscaras não possuímos, se botas não nos protejam destes chãos mortais, quem julgamos ser para merecer a honra de persistir, contra todas as coisas?
Somos cães raivosos sedentos do sangue das ovelhas que nós próprios criámos.
Somos as larvas vorazes que devoram tudo o que não tem vida... Por lha termos tirado!
Assassinos cruéis, em nome de um deus menor. De uma mentira que inventámos para desculpar a nossa verdadeira natureza, cobarde e cruel, hipócrita e despida de razão, somos o mais fraco de todos os animais que povoam este minúsculo grão de areia num universo infinito.
Defeco no vosso deus. Chamo-vos tudo o que me vier à cabeça! Estúpidos imbecis, como ousais julgar-me por não crer na vossa triste invenção?
Serei macaco antes de crente. Dançarei por cima dos vossos faustosos túmulos, e de manguito cerrado em direcção ao céu que pensais esperar-vos, serei eternamente maldito, pois antes o mal encarnado, que a podre representação do bem que fingis ser nesta vida, ignóbeis candidatos à paz eterna!
áMEN!
Como podemos sobreviver, se máscaras não possuímos, se botas não nos protejam destes chãos mortais, quem julgamos ser para merecer a honra de persistir, contra todas as coisas?
Somos cães raivosos sedentos do sangue das ovelhas que nós próprios criámos.
Somos as larvas vorazes que devoram tudo o que não tem vida... Por lha termos tirado!
Assassinos cruéis, em nome de um deus menor. De uma mentira que inventámos para desculpar a nossa verdadeira natureza, cobarde e cruel, hipócrita e despida de razão, somos o mais fraco de todos os animais que povoam este minúsculo grão de areia num universo infinito.
Defeco no vosso deus. Chamo-vos tudo o que me vier à cabeça! Estúpidos imbecis, como ousais julgar-me por não crer na vossa triste invenção?
Serei macaco antes de crente. Dançarei por cima dos vossos faustosos túmulos, e de manguito cerrado em direcção ao céu que pensais esperar-vos, serei eternamente maldito, pois antes o mal encarnado, que a podre representação do bem que fingis ser nesta vida, ignóbeis candidatos à paz eterna!
áMEN!