Les Rêves

(Imagem: Link)


Da luminescência de outrora, já pouco ou nada resta, extraídas as negritudes de quase todos os sonhos, estagnada que se queda a existência, por hora presa por fios mais frágeis que as certezas de melhores futuros.

Somos feitos de ruim matéria. Os nossos corpos cedem facilmente, perante os vícios mundanos, e se jamais fomos capazes de contrariá-los, porque teimamos em consumir-nos, perante as suas consequências?

A luz do dia é ténue, já quase não se vê. Levantam-se os olhos para o céu, mas as nuvens são já demasiado densas, e o horizonte não passa de um punhado de recordações, talhadas pelo Tempo a seu bel-prazer, desdenhando perante as figuras tristes que fazemos, sempre que, inutilmente, teimamos em querer fazê-las regressar do reino dos mortos...

E o facto de jamais nos impedirmos de o fazer, é apenas mais uma daquelas rotinas inexplicáveis, que mais não servem senão para nos recordar que, afinal, somos apenas... Humanos...