L.K.M.W.

(Imagem: Aqui)


Atingiu-se um nível de mediocridade tal, na generalidade das sociedades por esse mundo fora, que é difícil resistir à força que nos impele em direcção ao abismo, a nós, que até somos compostos de material que resiste bem às vicissitudes inerentes aos processos de mudança...

Olho à minha volta e só vejo nulidades. Dou por mim a vaguear pelos perfis de gente conhecida nas redes sociais, e apesar de já não ficar surpreendido, a verdade é que dia após dia, a vontade de rir da burrice alheia vai esmorecendo e dando lugar à apatia, e aos poucos, a revolta transforma-se numa substância pastosa que aflora à boca e me faz querer vomitar, cada vez menos capaz de votar à indiferença coisas que antes me passavam ao lado, mas agora me atingem mais ferozmente que as balas de uma qualquer arma. It's not funny anymore...

Se ao menos os ignorantes soubessem o quão difícil é para os restantes lidar com as suas insalubres existências... Se ao menos parassem por um segundo e pensassem: "WOW, sou tão estúpido, isto não tem cura, vou suicidar-me imediatamente e reduzir os danos colaterais antes que tenha o azar de procriar, contribuindo desse modo para o declínio da minha espécie: ao entregar o futuro à minha prole que, certamente, será possuidora de caixas cranianas ainda mais ocas que a minha"... Mas não. Seria pedir demais...

Somos uma raça de macacos que parou de evoluir e entrou em regressão, não estarei cá para ver com certeza, mas prevejo um futuro muito negro para a nossa espécie. Isto daria azo a um texto interminável, mas estou demasiado cansado para dissertações filosóficas. Demasiado deprimido para acreditar que o amanhã ainda é possível... Demasiado morto para continuar a fingir que ainda estou... Vivo.

Life killed me, and killed me well. R.I.P.?


As Ruínas

(Link original para a imagem)


É nas noites infindáveis em que a insónia se apodera de mim, que mais desespero por não estares ali ao lado a deixares que a tua calma natural sossegue minh'alma torturada e me embale num sono profundo, onde finalmente encontre paz.

Mil voltas na cama, um sono leve, acordo e continuas ausente. Não há lágrimas capazes de fazer jus às múltiplas definições que poderias usar para descrever aquilo em que me transformei, sem ti. Jamais ausência alguma me havia transtornado assim. Julgava eu já ter vivido tudo, e afinal não fazia a menor ideia do que era... O amor.

A cegueira induzida pela falsa sensação de omnisciência é capaz de deitar por terra os sonhos de qualquer homem, e os que se julgam imunes a tal fenómeno mais não vivem que uma ilusão, que cedo ou tarde, lhes aniquilará quaisquer possibilidades ambíguas de felicidade.

Sei que é tarde demais para voltar atrás. É tarde demais para quase tudo, até para viver. Também a vida é uma tempestade onde pequenos choques, a seu tempo, nos impulsionam na direcção correcta. O problema de alguns é não serem capazes de resistir a essa passagem contínua de electricidade, não são suficientemente resistentes e acabam por permitir que o presente, e o futuro, lhes sejam aniquilados de uma forma irreversível - impossibilitando-os de voltar a sorrir durante tempo suficiente para que possam embriagar-se numa ilusão da esperança que, não sendo real, os embale para um novo dia...

Já não tenho esperança, nem dias, nem vida que chegue para continuar a lutar. As pernas fraquejam e o coração empedernido já não bombeia o sangue com força suficiente para que os restantes órgãos funcionem de forma correcta.

Estou cansado, e o caminho é demasiado tortuoso. As pedras são demasiado afiadas e os pés, sangrentos, incapazes de trilhá-lo como dantes. Não foi por preguiça ou falha... Simplesmente aconteceu assim, não há que lamentar.

Thank you for everything, my darling.