Decadência

(Death in the fog, by Owll, deviantart.com)


Épica. A explosão dos mundos sentidos, o brilho que momentaneamente invade as trevas, a ilusão de todos os sonhos palpáveis à distância de um ano-luz.
Palpa-se o chão em busca do alçapão que dá para as estrelas. Empoeirado, preenchido pelos mais variados fragmentos de todos os malignos viveres.
É estridente o urro de dor, a cada corte, a cada recordação de um passado tortuoso. Mistura-se o sangue com o sorriso de satisfação a cada centímetro ganho. The absence of light. O sonho continua a comandar a vida, apesar de tudo, apesar de ti, e de ti, e de ti...

Invisível, no meio das trevas, alguém observa atentamente o desenrolar da acção. Controlador, de arma em punho, irónico e mordaz. Permite-lhe a momentânea felicidade, adiando até ao último instante o tiro certeiro que o levará dali para fora. Exalta, com o prazer de lhe tirar a vida no preciso momento em que alcança o tal alçapão. É aquela a sua diversão. A diversão da sinistra divindade que acabou de vez com a maior aberração da história da natureza.

Descansa em paz. Et lux perpetua luceat eis, exaudi orationem meam, ad te omnis caro veniet...


The Logical Song


Em jeito de muita coisa: homenagem a uma das grandes bandas de sempre, Supertramp, aqui na voz do seu vocalista, muitos anos depois do seu "boom"; homenagem aos meus próprios tempos de infância, desde sempre me recordo de adorar esta música; e homenagem a todas as pessoas que triunfaram na vida, à custa das maiores provações, e que cresceram um pouco à imagem da própria letra da música.

(At night, when all the worlds asleep, The questions run so deep for such a simple man. Won't you please, please tell me what weve learned? I know it sounds absurd, but please tell me who I am.)