A Mão Entre o Crepitar



A mão entre o crepitar
de prata em forma de cunha
fez o formato da cara
mas não são bolas de pão
são pedacinhos de queijo
que as ratas buscam e cheiram
na minha imaginação
não lhes peçam mais casulos
com esse olhar de cereja
sejamos bichos avaros
deitemos fora o cotão
dos pedacinhos de queijo
nascem bolas de sabão.


(Escrito pelo saudoso José Afonso, durante a sua estadia na prisão de Caxias. Apenas mais um belo poema, de um artista genial...) (Foto de uma amiga minha)

Atenção


Começo a ficar realmente farto das conotações que às minhas palavras são atribuídas.
Porque tentais compreender-me, se compreensão não vos peço? Porque teimais em identificar-vos com os meus textos, se eles a vós não fazem referência?
Este blog não é um diário... Este blog não é feito por encomenda. De mim, nada mais sabeis senão aquilo que eu vos permito saber. Nem o meu nome, sequer... E para quem sabe (o meu nome e outras coisas mais), é impensável a manifestação de qualquer género de indignação, até porque devem lembrar-se de uma coisa: só sabem que o blog existe, que é meu, porque EU quero... Logo, se achais que esta é uma fachada, um método cobarde de vos atacar pelas costas, pensai duas vezes.
A mesma carapuça pode ser enfiada por várias pessoas, mas os meus textos não são, de todo, carapuças! Os meus textos valem o que valem, para mim valem tanto como um click num ícone nas definições que tem escrito "delete blog"...
Não se admirem, se um dia por cá passarem e não me encontrarem mais.

Sick and tired... Sick and tired.