... (Fins...)

(The End of My Journey, by FreakyBabe, deviantart.com)


Sabes que não há volta a dar, meu velho. Estás arrumado!
Comer-te-ia vivo se soubesse... Ah, sim. Estilhaçar-te-ia esses ossos com a mesma facilidade com que se esmaga o mais insignificante dos mosquitos!

I dreamed too big for my landlocked world to contain...

Quiseste saborear cada minuto como se do derradeiro se tratasse, e finalmente nem sequer te apercebeste, no meio dessa confusão silenciosa que se chama solidão, que ele havia chegado, impiedoso e cruel, como não podia deixar de ser.

Foste demasiado ambicioso, concentrando todas as tuas energias no único objectivo que jamais podias alcançar. Tão idiota, meu velho!

Here I sit with head in hand... I sing elegies to lessons I will never learn...

Que te leve o turbilhão de frustrações, foi afinal o que acabou contigo... Conjugado com o factor cobardia, que sempre te impediu de alcançar a pedra certeira que abateria de vez os abutres que tu próprio alimentaste, com a carne podre que teimaste em deixar acumular no quintal de todos os teus temores...
E não voltes, acredita, ninguém para além deles sentirá a tua falta. Jamais...

All men will be, sailors until the sea, shall set them free... I close my eyes and... swim. (swim, swim...) ...


Delírios


Se de entre memórias, o tempo

Mais não fosse que infinito,
E seria
Feliz.

Ou o infortúnio da finitude,
Da imaculada beleza, fundada
Em todos os nadas
Mais não fosse que presente,
Real…

Existiria, susceptível,
À infinita perfeição,

Do utópico sentido de eterna paz
E seria
Feliz.

Por entre sombras de florestas,
Abismos sem fim tomados ao som
Dos tambores, das vozes joviais
De quem sem nada, nem tudo, será
Feliz

Partirá um dia com a esperança
De um coração livre de todos
Os nadas que o enchem de dor
E lhe negaram, o ser
Feliz…


(escrito por mim a 31 de Janeiro de 2008)