Delírios


Se de entre memórias, o tempo

Mais não fosse que infinito,
E seria
Feliz.

Ou o infortúnio da finitude,
Da imaculada beleza, fundada
Em todos os nadas
Mais não fosse que presente,
Real…

Existiria, susceptível,
À infinita perfeição,

Do utópico sentido de eterna paz
E seria
Feliz.

Por entre sombras de florestas,
Abismos sem fim tomados ao som
Dos tambores, das vozes joviais
De quem sem nada, nem tudo, será
Feliz

Partirá um dia com a esperança
De um coração livre de todos
Os nadas que o enchem de dor
E lhe negaram, o ser
Feliz…


(escrito por mim a 31 de Janeiro de 2008)

Glósóli


É quase tão raro como um sorriso sincero, nos dias que correm, encontrar pérolas que brilhem o suficiente para que proporcionem, ainda que momentaneamente, uma liberdade tão grande de espírito, a pontos de no-lo deixarem voar...

Esta é uma delas...