My Ashes


All the things that I needed
And wasted my chances
I have found myself wanting

When my mother and father
Gave me their problems
I accepted them all

Nothing ever expected
I was rejected
But I came back for more

And my ashes drift beneath the silver sky
Where a boy rides on a bike but never smiles
And my ashes fall over all the things we said
On a box of photographs under the bed

I will stay in my own world
Under the covers
I will feel safe inside

A kiss that will burn me
And cure me of dreaming
I was always returning

And my ashes find a way beyond the fog
And return to save the child that I forgot

And my ashes fade among the things unseen
And a dream plays in reverse on piano keys

And my ashes drop upon a park in Wales
Never-ending clouds of rain, and distant sails...*


*(Steven Wilson/Richard Barbieri, My Ashes, 2007)

Unsound Wombs

(ruins ii, by nareia, deviantart.com)


Como que uma corrida desenfreada, encetada por alguém com fome em busca de um naco de pão - passavam aqueles dias quentes, sequiosos, todos iguais, iguais ao que sempre foram desde que se havia ido.

Queimava-lhe a pele quase tanto como a alma, a pontos de a sentir estalar, aquele insuportável sol que teimava em cegá-lo como que castigando-o pela sua própria incapacidade de se proteger, contra todas as radiações nocivas que à vida lhe chegavam insistentes, quase nauseabundas.
Era um castigo brando, ainda assim. Se da incapacidade de discernir entre os que por bem vinham e aqueles que só o sangue lhe pretendiam sugar, nenhum outro mal surgisse, considerar-se-ia "o homem mais afortunado do mundo".

Mas não...

Nem colocando-se à sombra deixava de se sentir queimado... E só então percebeu que afinal, não era do sol que devia proteger-se, pois não era ele de todo responsável pela intensa dor que sentia.
Seriam, então, outros astros... Estes, bem mundanos, racionais e responsáveis pelos seus actos. Era a mentira descarada, constante e persistente. Era o sinismo, e a inqualificável "cara de pau" da parte de quem nunca o fora até então.

Pela primeira vez na história, alguém que sempre odiou essa tal igreja e todos os seus desígnios e pregões, conseguia enumerar, um atrás do outro, "pecados mortais"! Via-se obrigado a concordar que aqueles que estavam a ser cometidos, não em ofensa a um deus, mas sim a algo infinitamente superior, conduziriam na certa, à destruição total dos fraquíssimos alicerces que restavam, de uma construção que deveria ter sido abortada antes sequer de passar ao projecto.

Uma das partes envolvidas estaria, decerto, atacada por uma insanidade quase psicótica, pois era essa a única explicação plausível para o que estava a acontecer. E a única dúvida que lhe restava, no meio de tudo aquilo, era simples: qual delas seria? ...


I don't know whose side I'm on... I don't think that I belong round here. If I left the stage, would that be wrong?