Ocean Land


A propósito da recente passagem destes senhores pelo nosso país, espectáculo o qual, para meu grande infortúnio, me foi impossível assistir.

Not Beautiful Anymore

(Ghent, by Vienneke, deviantart.com)



Eram longas planícies relvadas, envoltas nas densas brumas características daquele inóspito, para ele bucólico, lugar. Eram tambores, que lhe aguçavam a alma melhor que os sonhos. Sonhos... Que o haviam conduzido a lugar algum, vez nenhuma em tão poucos (tantos!) anos de contínuos movimentos de contracção e dilatação do tal que é responsável pela terrena existência.

A fogueira das vaidades? Perpétua dança de mentiras e falsos sentimentos (sentidos). Que não sentia mais...
Limitava-se agora, a vê-los passar. Quais comboios desgovernados... A vê-los ir em direcção ao fim de uma linha outrora direita, por hora mais sinuosa que as curvas dos cíclicos círculos que pautavam as suas vidas - não chegariam, porém, ao ponto de partida novamente - pois até as leis da física podem ser contornadas quando o supremo prazer se sobrepõe à habitual, quiçá letal, ausência de tudo.


Que descansem os sobressaltados espíritos do costume. Isto não passará nunca de um delírio de alguém que não sabe, não entende, e não "é". Sê-lo-à, ainda que o queirais esmiuçar, vezes sem conta, até que das palavras sem sentido encontreis o significado que melhor vos convir.
Em vão, em vão... Não percais tempo, amigos meus. Jamais o ireis conseguir.


Taste the water from a stream of running death... Eat the apple and cough a dying breath...