É como um veneno sem qualidade, aquilo que o vai matando. Misterioso, sem dúvida. Às vezes sente uma dor tão forte que pensa ter chegado o momento.. Da morte física, bem entendido. Mas não, falso alarme, uma vez mais. Aquela inexistência sem sabor, teima em prolongar-se indefinidamente. Cada vez mais enfraquecida, é certo, mas subsiste. Baseia-se porventura, nas (cada vez menos) efusivas demonstrações de afecto (de cada vez menos pessoas) e, ainda, nas (cada vez mais) ténues esperanças (de renascer).
Uma vez mais, isola-se do mundo, no seu pequeno e sombrio espaço. Toma consciência daquilo que foi um dia, daquilo que é, e daquilo que jamais será. Ali, percebe que a tal morte (espiritual) já tomou conta de si, há muito. Então, cerra os dentes, querendo gritar e não conseguindo, e sente de si próprio uma raiva indescritível, por ter deixado as coisas chegarem a um ponto sem retorno... Como foi possível? Certamente não foi o único culpado, haverá mais pessoas que têm a sua quota parte, mas é o principal, ele.
Ele sabe que o abismo se apresentará (uma vez mais) ante si, mais tarde ou mais cedo. A sua única dúvida consiste em saber se se deixará ir, dessa vez, rumo à libertação final. É esse o seu desejo, no fundo, sabe que é a sua única saída. No entanto, só nesse dia do fim (derradeiro) saberá se o único motivo que ainda o mantém neste mundo continuará, ou não, a ser suficientemente forte para o impedir de dar o último passo...
Uma vez mais, isola-se do mundo, no seu pequeno e sombrio espaço. Toma consciência daquilo que foi um dia, daquilo que é, e daquilo que jamais será. Ali, percebe que a tal morte (espiritual) já tomou conta de si, há muito. Então, cerra os dentes, querendo gritar e não conseguindo, e sente de si próprio uma raiva indescritível, por ter deixado as coisas chegarem a um ponto sem retorno... Como foi possível? Certamente não foi o único culpado, haverá mais pessoas que têm a sua quota parte, mas é o principal, ele.
Ele sabe que o abismo se apresentará (uma vez mais) ante si, mais tarde ou mais cedo. A sua única dúvida consiste em saber se se deixará ir, dessa vez, rumo à libertação final. É esse o seu desejo, no fundo, sabe que é a sua única saída. No entanto, só nesse dia do fim (derradeiro) saberá se o único motivo que ainda o mantém neste mundo continuará, ou não, a ser suficientemente forte para o impedir de dar o último passo...
