Cego. Por ter visto demasiadamente pouco durante a sua curta inexistência. E surdo, tão surdo que é incapaz de ouvir as suplicas, que uma e outra vez, alguém teima em gritar-lhe. Ele lá caminha, em círculos, sem rumo. É assim que se sente bem, na sua incomensurável vontade de ser ninguém. Ou, na sua tremenda ingenuidade. Ingénuo quando um dia pensou que o mundo era perfeito, que um dia realizaria todos os seus sonhos, todas as suas fantasias e desejos mais singelos. POIS ABRIU OS OLHOS! À força, e assim, cegou. Quando percebeu que afinal, tudo não passava de uma utopia, um sonho que um dia teve e do qual o acordaram com um grito tão alto, que ensurdeceu...
Caiu, então, numa nova realidade. Um mundo de dor insuportável, onde os dias duram anos, onde não existe bondade, inocência ou complacência. Nem compreensão, nem honestidade, nem beleza... Só trevas, ruínas, cinzas. Afinal foi para isto que nasceu, para se arrastar penosamente pelo caminho mais difícil que, no fundo, foi ele próprio que escolheu.
Nestes dias do fim, ele enlouquece. Mas, sempre com um sorriso nos lábios. De tal forma, que ninguém se apercebe do que está a acontecer. Aquele mundo é só seu, para sempre. É assim há quatro meses.........
Caiu, então, numa nova realidade. Um mundo de dor insuportável, onde os dias duram anos, onde não existe bondade, inocência ou complacência. Nem compreensão, nem honestidade, nem beleza... Só trevas, ruínas, cinzas. Afinal foi para isto que nasceu, para se arrastar penosamente pelo caminho mais difícil que, no fundo, foi ele próprio que escolheu.
Nestes dias do fim, ele enlouquece. Mas, sempre com um sorriso nos lábios. De tal forma, que ninguém se apercebe do que está a acontecer. Aquele mundo é só seu, para sempre. É assim há quatro meses.........
